Livro: Clube da Luta

O filme  de David Fincher que conta com o elenco maravilhoso composto por Brad Pitt, Edward Norton e a Helena Bonham Carter foi uma das poucas adaptações para o cinema que chegou bem perto de retratar fielmente o livro que a baseou, mas é no livro que se evidencia o objetivo de Chuck Palahnuik: mostrar de forma bem crua o espírito humano, e nesse caso o que fica exposto é tão ou mais pesado que a violência das lutas.

É um livro que traz muitas sensações e te prende capítulo a capítulo. Narra a história de um homem consumido pela insônia e a apatia derivada da profunda insatisfação com a sua vida. Tudo parece perfeito: ele tem uma boa casa, um bom emprego e aparentemente atingiu o que a sociedade definiria como “sucesso”, mas só consegue amenizar sua insônia e encontrar sentido para sua existência frequentando grupos de apoio a doentes terminais, onde ouvir histórias de pessoas com problemas “reais” acaba sendo a única forma de preencher o vazio que sente. Até que surge Marla Singer, que assim como ele, encontrou nos grupos um alívio para seus próprios problemas, a presença dela acaba por perturbá-lo evidenciando seu interesse romântico por ela.

Ocasionalmente conhece Tyler Durden, uma figura que vive ao seu próprio modo totalmente alheio aos padrões convencionais, que o mostra uma nova forma de viver, juntos eles formam o Clube da Luta, que a príncipio é uma forma de usar atos violentos como válvula de escape, um lugar para que as pessoas expurguem suas insatisfações pessoais, mas com o tempo se torna um projeto que visa mudar todo o padrão de uma sociedade voltada para o consumismo exacerbado e superficialismo.

O escritor escreve de forma subversiva, relatando de forma ácida e divertida eventos nada convencionais. Antes de qualquer coisa é um mergulho profundo na psique e nas indagações do personagem e por consequência nas nossas, um livro sobre viver fora da curva, de uma forma extremista o autor indaga sobre o modo que estamos levando a vida, se estamos buscando o que realmente queremos e somos ou se estamos acomodados numa zona de conforto.

Biografia do Dave Grohl será lançada no Brasil em março


Em março será lançada no Brasil a versão em português da biografia do líder e vocalista da banda mais falada e premiada da atualidade, Dave Grohl. Com mais de 200 páginas “Dave Grohl – Nada a perder” relata em 11 capítulos de forma cronológica toda a trajetória de Dave desde a infância em Springfield, até o sucesso estrondoso do Foo Fighters, não esquecendo sua importante passagem pelo Nirvana como baterista.

A biografia é bastante completa e contém informações tais como: discografia, videografia, prêmios recebidos, detalhes dos bastidores, declarações do músico, depoimentos de convidados, projetos que participou e curiosidades sobre sua carreira e vida pessoal.

Quem assina o livro é Michael Heatley que já escreveu mais de 30 biografias de artistas como Bon Jovi, John Lennon, Deep Purple e Neil Young. O livro foi originalmente escrito em 2006, mas teve sua última atualização feita em setembro do ano passado, e é essa edição que vamos ver por aqui. A pré-venda do livro começa dia 07/03, no site da Saraiva.

Além de um músico de muito sucesso, Dave Grohl conquistou o título de “cara mais legal do rock” por ser uma grande personalidade e um grande frontman. Mesmo se você não curte rock ou a banda, recomendo muito essa leitura. 😉

Bandas novas: Johnny Trio

Pra quem curte ouvir novos e bons sons, trago uma boa notícia. Está surgindo no cenário carioca uma banda que promete mudar o marasmo musical que encontramos atualmente. Tudo começou em 2004, quando 5 meninos se uniram pra formar uma banda cover do Pearl Jam, nascia ali então, além de uma banda, uma grande amizade. Com o passar dos anos, o quinteto se tornou um trio formado pelos músicos Felipe Pavão (baixo), João Guilherme (guitarra e voz) e Luiz Paulo (bateria), que no ano de 2010 formaram  a Johnny Trio (ou simplesmente Johnny), com a proposta de fazer um rock direto e bem trabalhado. Tendo a diversão e amizade como base sem perder o comprometimento com a boa música, eles tem como objetivo principal produzir canções próprias, com atitude e personalidade usando a seu favor suas referências musicais e toda a experiência adquirida em todos esses anos. No som deles fica bem nítido a marca pessoal de cada integrante e a vontade de fazer um som diferente sem perder a essência do bom e velho rock n’ roll.

Atualmente com 6 músicas prontas a banda está em estúdio gravando seu primeiro EP e eu espero ansiosamente o lançamento pra poder compartilhar aqui com vocês.

Por enquanto você pode acompanhar o trabalho deles, pelo site recém-lançado ou pelo twitter e facebook.

Abaixo segue o teaser da banda:

 

Versão interativa do clipe “Look Around” do Red Hot Chilli Peppers

A banda californiana Red Hot Chili Peppers liberou ontem uma versão interativa do terceiro clipe do seu álbum mais recente “I’m With You”. O vídeo de Look Around é repleto de curiosidades, pra começar você pode escolher com a ajuda do mouse qual integrante da banda quer assistir, aproximar ou afastar a tela, entre outras peripécias. O vídeo também conta com vários recursos escondidos no cenário que revelam detalhes sobre as gravações, fotos inéditas e bastidores. Eu achei super divertido e aposto que os fãs vão perder alguns bons minutos com esse clipe.

Dave Grohl fala sobre o Festival Lollapalooza Brasil

Esse último mês foi corrido, intenso e repleto de acontecimentos importantes, dentre eles os shows do Pearl Jam no Brasil, que espero ainda conseguir escrever a respeito. Ocorreram mudanças internas também, além de muitas resoluções que, aos poucos, pretendo compartilhar com vocês.  Essa é uma breve explicação da minha ausência, apesar de tantas coisas, musicalmente falando, estarem explodirem na minha cara. Dentre elas, a confirmação da banda mais esperada no Brasil nos últimos tempos, o Foo Fighters. Como todos já sabem eles tocam ano que vem no Festival Loolapalooza. Apesar da insatisfação generalizada causada  pelo show único e pelo alto valor do ingresso, o que prevalece mesma é a expectativa, afinal a banda veio ao Brasil uma única vez no ano de 2001 para tocar no Rock In Rio III. A espera de 10 anos e a indiscutível evolução musical que culminou no incrível “Wasting Light”, último trabalho da banda está causando uma imensa ansiedade em todos os fãs brasileiros.

Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, com seu bom humor típico e despido de qualquer modéstia concedeu uma entrevista para a organização do festival e falou um pouco sobre o público brasileiro, suas expectativas sobre o show e as bandas que ele não pretende perder. Quem não assistiu ainda, faça isso já!

O show promete mesmo ser épico, como o próprio Dave brincou “Nós estamos dez anos melhores”, fato que ninguém, em sã consciência, pode contestar! 😉

Velvet Underground & Nico

Muitas bandas legais que ouvimos e adoramos hoje foram fortemente influenciadas pelo Velvet Underground, quem gosta ou conhece pelo menos de nome, talvez não saiba que o ábum de estreia do Velvet foi um marco que determinou os caminhos que o rock seguiria.

Pode parecer exagero, mas eis os fatos, o “Velvet Underground & Nico“, famoso pela gravura da banana na capa, é simplesmente considerado o melhor álbum de estreia de uma banda e ocupa um lugar cativo nas listas da vida dos 100 grandes discos da história. Bandas como Joy Division, David Bowie, The Stooges, Sonic Youth, Jesus and Mary Chains, Nirvana e outros definiram o que queriam fazer, musicalmente falando, inspirados nesse projeto de vanguarda, que em meados 1967, ousou criar uma sonoridade experimental com uma variedade sufocante de ritmos, ruídos, instrumentos e influências até então desconhecidas, sem falar na sutileza dos temas das letras, coisinhas básicas como drogas pesadas, overdoses, doenças, sadismo, perversão e muita putaria, tudo isso na maior naturalidade.

Pra constar, integravam a banda o gênio Lou Reed, vocalista e guitarrista; o criativo John Cale, vocalista e baixista; o guitarrista Sterling Morrison; a baterista Maureen Tucker; e pra fechar a cantora alemã de voz grave Nico (que entrou na banda por imposição Andy Warhol, agente da banda), e só participou de três canções.

Não foi fácil descascar essa banana na época, mostrando que o Velvet estava muito a frente do seu tempo. Todo experimentalismo e liberdade sonora que eles propunham estão refletidas na qualidade que encontramos na música atual. Você que gosta de rock, e ainda não ouviu, não pode deixar de conferir como tudo começou.

Uma curiosidade atual: O Lou Reed acaba de lançar um álbum em parceria com o Metallica, e você pode ter uma provinha de como ficou esse mix aqui.

Escrevi esse artigo originalmente para o Blog Roadie.

Top 10: Músicas para se ouvir com chuva

Sempre que chove é a mesma coisa, chove na mesma proporção reclamações sobre o tempo. Isso me inspirou um post para começar bem a semana. Tentei listar as melhores músicas com o tema “chuva”. Segue minha listinha pra vocês:

Love Reign O’er Me – The Who

Escrita pelo guitarrista e compositor Pete Townshend, “Love Reign, o’er Me” faz parte da segunda ópera-rock do The Who, Quadrophenia lançado em 1972. É a última música do álbum e refere-se à uma crise pessoal do personagem principal, Jimmy, sem nada para viver, ele encontra redenção espiritual em uma chuva torrencial. Em 1979 o álbum virou filme e a canção foi um dos grandes destaques. Pra mim essa é simplesmente a música mais foda sobre chuva já feita. “Love, Reign o’er me, rain on me/ Only love/Can bring the rain…”

The Beatles – Rain

Canção escrita pela dupla dinâmica Lennon/McCartney e gravada pelos Beatles em 1966. Essa é pra quem reclama do tempo, pois traz a mensagem de que com ou sem chuva é tudo a mesma coisa, o que importa mesmo é o seu estado de espírito. Uma curiosidade: acabou se tornando a canção favorita do Ringo Starr. “Rain, I don’t mind/ Shine, the weather’s fine / Can you hear me that when it rains and shines/ It’s just a state of mind.”

Led Zeppelin – Fool In The Rain

“Fool in the rain” é o último single da banda Led Zeppelin, do álbum “In Through the Out Door” lançado em 1979. A letra conta a história de um homem que marca um encontro com uma mulher numa esquina, mas ela não aparece e ele se sente triste. No fim da canção, ele se sente um tolo na chuva, pois descobre que esperou na esquina errada. “I’m just a fool waiting on the wrong block, oh yeah.”

Bob Dylan – A Hard Rain’s A-Gonna Fall

Foi interpretada como uma mensagem política sobre a crise dos mísseis em Cuba e da ameaça de guerra nuclear. Dylan afirmou que o sentido da letra estava além do contexto político. Seja lá qual for o real significado, é uma linda canção.

Creedence Clearwater Revival – Have you ever seen the rain?

A canção do sexto álbum da banda, Pendulum de 1970 é uma das canções mais conhecidas e mais legais sobre chuva. “I want to know, have you ever seen the rain? Comin’ down on a glorious day.”

Pearl Jam – Last Kiss

A canção não tem como tema central exatamente a chuva, mas claro, que como fã incondicional da banda eu encontraria uma maneira de colocar os meus queridinhos na lista, a participação deles ficou por conta de Last Kiss, o enredo conta uma história de amor que acaba de forma trágica numa noite de chuva. A música é um cover de Wayne Cochran lançada em 1961, fazendo sucesso posteriormente na voz de J. Frank Wilson and the Cavaliers, mas sem dúvidas a versão mais legal é essa aqui:

Kt Tunstal – Under the Weather

Under the Weather é o 4º single do álbum “Eye to the Telescope” lançado em 2005. Essa música é uma delicinha de ouvir, apesar da mensagem deprê. “And it’s simply irrational weather/ Can’t even hear myself think/ Constantly bailing out water/ But still like I’m gonna sink.”

Blind Melon – No Rain

Essa poderia entrar em várias lista da minha vida, jé que é uma das minhas músicas favoritas, traz a mensagem de alguém que se distrai ouvindo o barulho da chuva e está na espera de alguém que esteja ao seu lado: “I just want someone to say to me / I’ll always be there when you wake”. O clipe da menina vestida de abelha passou exaustivamente na MTV nos anos 90, a canção recebeu alguns prêmios e ficou vários anos nas paradas de sucesso, apesar da morte precoce por overdose do vocalista Shannon Hoon.

November Rain – Guns N’ Roses

November Rain é o 5º single do álbum Use Your Illusion I e um clássico dos dias chuvosos, escrita por Axl Rose, foi inspirada na relação dele com sua esposa na época. Sem dúvidas, uma das baladas mais conhecidas da história da música.

Red Hot Chili Peppers – The Adventures of Rain Dance Maggie

Essa é do último álbum da banda “I’m with you”, bem animadinha pra fechar o post com boas energias e desejando um chuva de realizações pra vocês!

Com certeza, muitas canções nasceram a partir do ócio dos músicos nos dias de chuva e óbvio que essa não é uma lista democrática, faltam clássicos absurdos aqui como “Purple rain” do Prince, “Cryin’ in the rain” do A-Ha, “The Rain Song” do Led Zeppelin, “Fire & Rain” do James Taylor, “Chove Chuva” do Jorge Ben, “When It Rains, It Really Pours” do Elvis Presley e muitos outros, mas coloquei as canções que mais gosto de escutar. Das músicas contemporâneos ficou de fora “Set Fire To The Rain“, da mais nova queridinha do pedaço, Adele, mas não ouça se seu coração estiver partido.

Espero que tenham gostado da lista e comentem o que vocês gostam de escutar em dias frios e chuvosos. 🙂

Novo clipe do Arctic Monkeys: Suck It and See

Sou apaixonada pelo Arctic Monkeys, portanto fico ligadinha em todas as novidades da banda. Hoje acordei com a divulgação do novo vídeo clipe, “Suck it and See” do disco homônimo sucessor do “Humbug” (2009). Ambos maravilhosos!

O novo clipe  é estrelado pelo baterista da banda Matt Helders, no vídeo Helders dado como desaparecido, pegou a estrada com sua moto, passando seus dias em quartos de motéis numa relação picante e violenta com sua namorada. Confiram:

O Arctic Monkeys já divulgou 4 clipes desde o lançamento, os outros 3 foram:

The Hellcat Spangled Shalalala (linda!!!)

Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair

Brick By Brick

Está previsto para o dia 31 de outubro o lançamento desse single em formato vinil e em mp3, que contará com a música ‘Evil Twin’ no lado B.

Cinema + Música na mostra: É o Jazz!! no CCBB RJ

Estava ansiosa pra começar a postar aqui eventos culturais interessantes que acontecem por aí. Quem me conhece sabe que eu amo todas as expressões artísticas, especialmente aquelas que estão voltadas para música. Vou iniciar esse tema com uma mostra que está rolando no CCBB RJ desde a última sexta-feira (9), que engloba dois temas poderosos: cinema e música.

“É o Jazz!!”  é o nome da mostra de 42 filmes sobre os grandes momentos do jazz no cinema. Atualmente o tema “Jazz” está em voga, o que não banaliza a importância desse estilo que já faz minha cabeça bem antes de virar modinha nas noites cariocas.

Os fãs de Jazz podem fazer a festa, já que a mostra está sendo realizada simultaneamente com a exposição “Queremos Miles”, onde encontramos  gravações, pinturas, fotografias, vídeos, documentários, roupas, instrumentos musicais e partituras do artista.

Entre os filmes um destaque especial para: “O mundo segundo John Coltrane” que conta a história de um dos mais conhecidos (e amados) jazzistas da história; “Bird” que retrata a vida do saxofonista Charlie Parker, dirigido por Clint Eastwood; “Ascensor para o cadafalso” de Louis Malle, com trilha de Miles Davis e “Por volta da meia-noite” que ganhou o Oscar de melhor trilha sonora a Herbie Hancock,  estrelado pelo saxofonista Dexter Gordon. É impossível assistir todas as sessões, mas dá pra montar uma seleção bem legal. A programação completa você confere aqui.

A mostra  É o Jazz!! está dividida em três blocos: jam sessions (documentários ou filmes sobre shows), jazz tracks (longas com trilhas compostas por grandes nomes do jazz) e estética do jazz (filmes em que o jazz integra a estrutura narrativa).

16h – Estética do Jazz
19h – Jazz Tracks
Sábados, 10 e 17 set, 16h – Jam Session
Sábados, 24 set e 1º out – Sessão Criança

Quinta, 29 set, 20h – Bate papo com o público: “Diálogos entre o cinema e o jazz”.

Sala Cinema 1

Quarta, 28 set, 19h – Sessão Especial

Mais informações você encontra no site do ccbb ou no telefone  (21) 3808-2020. As sessões são gratuitas com distribuição de senhas 1h antes das sessões.

Pearl Jam promove festival de comemoração dos 20 anos da banda

A minha recorrente menção ao Pearl Jam aqui nesse humilde blog denuncia a irremediável felicidade em que me encontro com a turnê brasileira, me sinto profundamente agraciada com a oportunidade de estar presente em 3 das 5 apresentações que ocorrerão no Brasil. Pode parecer exagero, e sim, é. Quem pode me julgar? É o meu jeitinho, vide o nome do meu blog. Sou exageradamente apaixonada por essa banda que acompanho desde 1995.

Como já disse anteriormente, a banda está completando 20 anos em 2011, e no último fim de semana rolou um festival comemorativo no Alpine Valley Theater, em Wisconsin. O show contou com participações mais que especiais, como Chris Cornell (quem não conhece, né?), participando nas canções do Temple of the Dog, Liam Finn, Josh Homme, do Queens of Stone Age, Julian Casablancas, da banda The Strokes e Mark Arm e Steve Turner, do Mudhoney.

Separei alguns vídeos que encontrei na internet para compartilhar com vocês.

So Glad We Made It? – Canção nova, ainda sem nome definitivo, que Eddie fez naquele dia pela manhã.

Hunger Strike do Temple of the Dog com a participação do Chris Cornell.

Red Mosquito com participção do Julian Casablancas do The Strokes.

Juicebox, do Strokes com participação do Eddie Vedder.

Not for You com a participação de Julian Casablancas, do The Strokes.

In the Moonlight com participção do Josh Homme, do Queens of Stone Age.

Kick out the Jams com participação de Mark Arm e Steve Turner, do Mudhoney.

Confira abaixo o set list completo dos dois dias de festival:

1º dia

Pearl Jam setlist:
Release
Arms Aloft
Do The Evolution
Got Some
In My Tree
Faithful
Who You Are (with Liam Finn, John Doe, and Mudhoney drummer Dan Peters)
Push Me Pull Me (“only for the 8th time ever???”)
Setting Forth
Not For You (with Julian Casablancas from the Strokes)
In The Moonlight (with Josh Homme)
Deep
Help Help
Breath
Education (with Liam Finn)
Once (Ed says back in the day it was a fairy tale ONCE)
State of Love and Trust
Better Man
Wasted Reprise
Life Wasted
Rearview Mirror

Temple of the Dog reunion setlist:
Stardog Champion (Mother Love Bone cover)
Say Hello 2 Heaven
Reach Down
Hunger Strike (Cornell leaves stage after song finishes)

Pearl Jam setlist continued:
Love Reign O’er Me (The Who cover)
Porch
Kick Out The Jams (MC5 cover with Mark Arm and Steve Turner from Mudhoney)

2º dia

Setlist:
Wash
The Fixer
Severed Hand
All Night
Given to Fly
Pilate
Love Boat Capain
Habit (with Liam Finn)
Even Flow
Daughter (It’s OK tag)
Leatherman
Red Mosquito (with Julian Casablancas from the Strokes)
Satan’s Bed
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Unthought Known (Brendan O’Brien thought this was “worth recording”)
New World (with John Doe)
Black
Jeremy

1st Encore:
New Eddie Vedder Song (A lyric from it is “So glad we made it, never thought we would, never though we could.” He said he wrote it today)
Just Breathe
Nothingman
No Way
Public Image
Smile (with Glen Hansard)
Spin The Black Circle

2nd Encore:
Hunger Strike (Temple of the Dog with Chris Cornell)
Call Me A Dog (Temple of the Dog with Chris Cornell)
All Night Thing (Temple of the Dog with Chris Cornell)
Reach Down (Temple of the Dog with Chris Cornell)
Sonic Reducer (with Mark Arm and Steve Turner from Mudoney)

3rd Encore:
Alive
Keep On Rockin’ In The Free World
Yellow Ledbetter (Mike McCready national anthem tag)

fonte do setlist: grungereport.net