O que fazer em São Paulo?

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Eu nunca pensei em São Paulo como destino turístico, mas me surpreendi bastante com a cidade, principalmente no que tange aos serviços. É desconcertante perceber o quanto o atendimento ao cliente deixa a desejar aqui no Rio de Janeiro. Em absolutamente todos os lugares que fui em São Paulo, os prestadores de serviços demonstraram um cuidado e uma gentileza tão grandes que dava vontade de abraçar cada um deles. Sim, há muito amor nessa cidade!

Enfim, vamos ao que interessa: o que fazer em São Paulo? Como qualquer grande centro urbano, a oferta de entretenimento é muito vasta e diversificada. Então, resolvemos não planejar muito dessa vez e nos deixar levar. Vou resumir o que fizemos nesses quatro dias e fica como sugestão para vocês, ok!?

Chegamos em SP numa quinta-feira (29/03) para assistir o show do Eddie Vedder, no Citibank Hall. Ficamos hospedados no bairro Consolação e como chegamos cedo resolvemos bater perna pela Rua Augusta para encontrar um lugar para almoçar. A escolha totalmente guiada pela fome foi o restaurante O Mineiro: comida bem boa, barata e com ótimas opções de chopps e cervejas artesanais. Em seguida, tomamos um café no Athenas To Go que fica bem próximo. Por fim, passamos no Carrefour Express para suprir nossa geladeira de lanchinhos e cerveja (importante!).

À noite partimos para o Citibank Hall que fica no bairro Vila Almeida. Resolvemos ir de metrô para não pegar trânsito e foi super tranquilo. O show dispensa comentários, Eddie Vedder, né mores!? Um show lindo, intenso, sensível e muito intimista, quase como se ele estivesse tocando em volta da fogueira para amigos. Ele sempre manda muito bem nas interações e repertório, mas um ponto extra para o show foi a acústica perfeita do Citibank Hall. A voz do Eddie ressoou tão límpida que parecia que ele estava cantando no meu ouvido. De arrepiar!

Voltando do show paramos no restaurante espanhol Sancho Bar Y Tapas, na Rua Augusta. Ficamos impressionados com o tamanho da adega e decidimos pedir um vinho. Como já era tarde e estávamos morrendo de fome optamos por hamburguéres que por sinal estavam deliciosos, mas a casa tem um cardápio muito vasto com ótimas opções de comidinhas típicas, cervejas e drinks. A decoração intimista traz várias referências a cultura espanhola.

Na sexta-feira, nosso segundo dia em São Paulo, acordamos cedo e fomos explorar a região de Vila Madalena. Nossa primeira parada foi o Beco do Batman, literalmente um beco com muita arte urbana, um lugar cheio de cores e uma energia incrível. Grafites lindos por toda parte e muita gente bonita disputando um espacinho para fazer uma foto. Ideal que vá com alguém com paciência para fazer as fotos (infelizmente, não era o meu caso :/).

Fotos possíveis feitas, caminhamos despretensiosamente pelas ruas do bairro que é bem lindinho e cheio de bares e restaurantes. Inclusive, recomendo muito se hospedar por lá ou no bairro ao lado, Pinheiros. Resolvemos parar no Van Der Ale, um bar/ cervejaria com visual bem urbano e música boa (leia-se rock!). Conversamos com o dono que era super simpático e descobrimos que o local conta com 30 torneiras de chopp. :O Experimentamos um chopp IPA de fabricação própria e estava in-crí-vel! Não estávamos com fome, mas havia ótimas opções de petiscos e hamburguéres. Já definimos que aquele seria nosso bar oficial em São Paulo. hahahah

Apesar de já estar na hora do almoço, queríamos experimentar o café da Coffee Lab, uma cafeteria premiada/ escola de baristas que se autointitula um “laboratório de sensações”. A entrada é discreta com uma área externa repleta de verde e uma decoração interna que mistura um ambiente rústico com industrial. Não há frescura, você mesmo vai ao balcão para fazer o pedido. Em seguida, o barista traz seu café e explica o seu ritual. Pedimos o ritual número 6 e vieram 2 cafés: um curto e um longo. Ele explicou que no curto o aroma e sabor ficam mais concentrados, no longo parte se dissipa e o café fica mais suave. Ótima experiência para os aficionados por café.

O plano era continuar caminhando e procurando um lugar para almoçar, mas caiu uma chuva torrencial e corremos (literalmente) para o restaurante mais próximo: o Hirá Ramen Izakaya. Felizmente, o ambiente interno era muito acolhedor e a comida bastante saborosa. Eu fui de poke de salmão com ovas de peixe, tofu e algas que estava muito bom. Felipe pediu um porquinho temperado que também estava ótimo.

Como ainda chovia muito, voltamos para casa e só saímos novamente à noite. O destino: Vila Madalena! Queríamos ir ao Morrison Rock Bar para assistir uma banda cover do Pearl Jam.  Caminhamos pela Rua Aspicuelta que é repleta de barzinhos, tentamos parar em algum bar, mas a maioria estava tocando pagode ou samba. Também vimos alguns bares com bandas de jazz. Encontramos um bar (não lembro o nome) que estava tocando rock, mas a banda era muito ruim. hahahah

A fome bateu e como faltava muito para o show começar paramos na Cervejaria Patriarca. Eu estava com desejo de comer uma polenta frita e olha, melhor polenta frita da vida! Esse bar tem muita opção de comidas, cervejas e drinks. Tomei uma caipivodka  de kiwi que veio com um picolé dentro. Além de lindo, o drink estava muito saboroso. Com a barriguinha cheia partimos para o Morrison e curtimos uma ótima noite de muito rock.

Em nosso terceiro dia em São Paulo acordamos e seguimos para o Parque do Ibirapueira onde tomamos um café com bolo no restaurante do MAM (Museu de Arte Moderna) que fica dentro do parque, depois visitamos as exposições. A entrada é gratuita aos sábados. Após dar uma volta pelo parque partimos para a Avenida Paulista de Uber com a intenção de visitar o MASP, mas estava rolando uma manifestação na frente e acabamos seguindo para o Mirante 9 de julho, onde tem café, restaurante e ainda rolam muitos eventos culturais.

Tínhamos o plano de almoçar na Casa do Porco Bar, que fica no bairro República, mas ao chegar lá fomos informados que havia uma módica fila de espera de 3h30. Esse restaurante é bem badaladinho e caro, mas dizem que a experiência é surreal. Bem, fica pra próxima! Seguimos para o plano B, almoçar ali perto no restaurante do Terraço Itália, mas também havia uma longa fila de espera, então decidimos ficar no bar. Foi uma ótima troca, pois a vista de 360º de São Paulo é ainda mais espetacular de lá, além disso, tem muitas opções de comidinhas e drinks. Se eu pudesse indicar um único lugar para ir em SP seria esse. Experiência simplesmente imperdível!

Saímos de lá e fomos caminhar pelo Centro da cidade,  passamos pela Galeria do Rock, Teatro Municipal, Praça da Sé, Catedral da Sé, Viaduto do Chá, dentre outros pontos turísticos que você não precisa entrar, só olhar de fora. hahahah! Sinceramente, não curti essa parte da cidade. Achei muito feio, sujo e repleto de moradores de rua. Nada muito diferente do Centro do Rio nesse sentido, né!? Masss, ainda acho o Centro do Rio muito mais bonito e interessante. #prontofalei

Resolvemos ir à Pinacoteca e amamos. Que lugar bonito e agradável! Além de poder apreciar as obras do museu é possível tomar um ótimo café na área externa. Já era fim de tarde, mas indo mais cedo é possível caminhar pelo Parque Luz que fica ao lado. O segurança do museu nos orientou a não dar mole com celular nessa região, então fica a dica.

Voltamos para o apartamento para descansar e à noite fomos ao restaurante mexicano Exquisito, que ficava bem pertinho do nosso Airbnb. A ideia era fazer um tour pelos bares da região, mas gostamos tanto que ficamos por ali mesmo. Ótima comida e drinks excepcionais – o mojito estava ótimo, mas foi o pisco sour que ganhou meu coração. Uma banda composta por um brasileiro, dois argentinos e um venezuelano tocava clássicos da MPB, sambas raiz, tango, dentre outros estilos latinos. Apesar de não ser estilos musicais que curto, a banda era muito boa.

Em nosso quarto e último dia em SP, fizemos nossa mala e saímos caminhando em direção à Av Paulista, que aos domingos fica fechada para carros. Muita gente na rua caminhando, se exercitando, crianças e cachorrinhos aos montes, bandas de todos os estilos tocando no meio da rua, um clima muito agradável em toda a parte. Caminhamos despreocupadamente até cansar e paramos num barzinho em frente ao MASP para tomar uma cerveja e apreciar o clima.

Procuramos na internet um restaurante próximo para almoçarmos e encontramos o Calle 54. Definitivamente, foi a melhor comida que experimentamos em SP. Trata-se de um restaurante de cortes porteños servidos com uma série de acompanhamentos. É tudo muito farto e delicioso. O ambiente é muito agradável e o atendimento simplesmente excepcional.  Um detalhe à parte são os drinks: melhores drinks da vida!

Infelizmente, era hora de voltar para casa. Buscamos a mala e partimos com destino à cidade maravilhosa, mas com ótimas lembranças da terra da garoa e com planos de voltar em breve. =)

Dicas úteis:

1. Melhores bairros para se hospedar: Pinheiros, Vila Madalena, Consolação, Jardim Paulista, Bela Vista, Paraíso, Brooklin, Itaim Bibi, Jardins, Vila Olímpia, Vila Mariana e Moema.

2. Se você nunca usou o Airbnb, faça sua primeira reserva e ganhe R$ 100 de desconto aqui. Na maioria das vezes, sai mais barato que hotel e você tem uma casa inteira pra você.

3. É super tranquilo andar de metrô, mas como tudo é muito perto, sai super barato usar o 99 e o uber. (Em SP o 99 é mais utilizado!)

4. Pelo App Grubster é possível fazer reservas em restaurantes com 30% de desconto.

5. No Terraço Itália é possível também fazer uma visita sem entrar no bar ou restaurante. Você paga R$ 30 e tem acesso à varanda com vista da cidade e ainda ganha uma taça de espumante.

 

 

 

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