Qual é a melhor câmera fotógrafica para iniciantes?

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Eu ainda não tinha minha própria câmera quando eu resolvi fazer curso de fotografia. A principal razão é que eu nunca cheguei a uma conclusão sobre qual câmera comprar. Mesmo lendo mil artigos na internet, pra quem é leigo é muito difícil entender as diferenças entre as câmeras.

Felizmente, no meu curso obtive orientações importantes para realizar essa escolha. Vou tentar resumir de forma mais simples possível como escolher a primeira câmera para atuar profissionalmente ou mergulhar de cabeça em seu novo hobbie. Vamos lá!

Não importa o seu objetivo, idealmente opte por uma câmera que:

  1. Tenha opção de trabalhar no modo manual;
  2. Seja uma câmera com objetivas intercambiáveis, ou seja, você possa trocar as ‘lentes’ conforme sua necessidade;

Se a câmera atende os 2 requisitos acima, ela pode ser usada profissionalmente. Meu professor sempre frisou que quem precisa ser profissional é você. Sozinha, a câmera não faz nada. rsrs Ou seja, não busque status, busque conhecimento e eficiência dentro do que seu orçamento permite, ok!?

Considerando que estamos falando sobre câmeras digitais, temos como boas opções, as DSLR (Digital Single Lens Reflex) e as Mirrorless.

DSLR (Digital Single Lens Reflex)

Uma DSLR  é uma câmera digital que usa um sistema mecânico de espelhos e um pentaprisma para direcionar a luz da lente para um visor ótico na parte traseira da câmera. Ou seja, permite que a imagem atinja o visor da câmera, onde está o olho do fotográfo.

Sobre as DSRL, o principal diferencial entre as câmeras em termos de qualidade e preço é o tipo do sensor.

Sensor é a parte da câmera que captura a luz para criar as imagens. Funciona como se fosse o filme nas câmeras analógicas.

Câmera Canon 5D é exemplo de full frame com sensor maior. Já a 7D possui o cropado. (Foto: https://glo.bo/2IKPl73)

Em relação ao sensor, as duas opções de câmeras mais utilizadas são:

Opção 1: Câmeras com sensor full frame.

Nesses câmeras, o sensor tem exatos 35 mm, o mesmo tamanho que os tradicionais filmes analógicos, ou seja, a imagem de uma full frame é do mesmo tamanho que fotografias feitas usando filmes. Câmeras com sensor Full Frame capturam mais pontos de luz, por essa razão, apresentam melhor resolução, menos ruídos e permitem maiores ampliações. Por outro lado, não possuem fator de corte e custam muito mais caro, tanto o corpo quanto as objetivas.

=> Exemplos de câmeras Full Frame:

Canon EOS 5D Mark IV, Canon EOS 5D, Canon EOS 6D, Canon EOS-1D X Mark II, Canon EOS 6D Mark II, Nikon D5, Nikon D750, Nikon D800, Nikon D850, Nikon D810

Opção 2: Câmeras com sensor cropado, ou sensor com fator de corte.

Esse tipo de sensor possui um tamanho menor que os filmes usados em câmeras analógicas. As câmeras com fator de corte registram uma parte menor da imagem gerada pela lente, ou seja, há uma diminuição no ângulo ou campo de visão. Apesar disso, são câmeras com ótimas performances, apresentam muita eficiência no uso do zoom e possuem um preço bem mais em conta que as câmeras full frame.

=> Exemplos de câmeras com sensor cropado:

Canon T5i,  Canon T6i, Canon EOS 70D, Canon EOS 80D, Nikon D5200, Nikon D7100

Obs.:

  1. Só citei modelos Canon e Nikon, pois é mais fácil comprar ou vender equipamentos dessas marcas no Brasil, mas existem ótimas câmeras de outras marcas também.

Ilustrando a diferença entre os sensores:

Fator de corte. Foto: https://bit.ly/2HdC1eh

Preto – Full Frame
Vermelho – 1.3x fator de corte
Amarelo – 1.5x fator de corte
Verde – 1.6x fator de corte

E as câmeras Mirroless?

Para finalizar com uma ótima opção e um paradigma diferente temos as câmeras Mirrorless. Trata-se de uma câmera compacta que possui recursos semelhantes das câmeras DSLR, como sensores full frame e lentes intercambiáveis, mas descartam o mecanismo de espelho, permitindo que os fabricantes produzam câmeras menores e mais leves, e muitas vezes mais simples.

As principais vantagens, sem dúvida, são o tamanho reduzido e a leveza do equipamento. Além disso, a imagem é enviada diretamente ao sensor, facilitando seu ajuste.

As principais desvantagens é que ela não possui visor ótico, somente visor eletrônico aumentando o consumo da bateria. Outro ponto importante é que existem poucas opções de objetivas e os preços não são nada convidativos.

Apesar da pouca aderência da Mirrorless no mercado profissional, acho que o futuro será esse: o uso de equipamentos menores de qualidades semelhantes ou até superiores. Vamos observar!

Exemplos de câmeras Mirrorless:

Sony alpha mirrorless, Panasonic Lumix Mirrorless, Fujifilm X-T1 e Olympus OM-D E-M10 II.

Afinal, qual câmera devo escolher?

Considerando que você opte por uma DSLR, deseja uma câmera mais acessível, quer fazer fotografias com ótima qualidade e ampliações moderadas; a recomendação é adquirir uma câmera com sensor cropado e investir em novos equipamentos conforme for compreendendo esse universo louco da fotografia. Foi a dica do meu professor, eu acatei e não me arrependo.

Agora, se você precisa de imagens com altíssima qualidade, pretende fazer muito uso de lentes grande angulares aproveitando ao máximo o ângulo delas e o principal, dinheiro não é problema para você, pode se jogar nas full frame sem medo de ser feliz!

Agora se você deseja apenas fotografar por hobbie e levar a sua câmera para cima e para baixo, talvez a melhor opção seja a mirrorless.

Dica extra:

Uma câmera, quando bem cuidada, dura cerca de 100 mil disparos e desvaloriza de acordo com o número de cliques, sendo assim, acho mais válido comprar o corpo da câmera novo.

No caso das objetivas, é mais tranquilo comprar usada, desde que a mesma não esteja arranhada ou com mofo. Outra coisa, mesmo para seminovos, prefira sempre comprar em lojas do ramo com termo de garantia.

E não esqueça, faça seguro da câmera sempre, assim você se sentirá mais seguro para fazer seus cliques sabendo que se algum imprevisto acontecer vocês estará coberto.

 

 

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